terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ser mãe de menino… (pelo menos aqui por casa…)


É ter o privilégio de ser tratada como uma princesa, a par com empregada doméstica, e pau para toda a obra, resumindo a coisa.

É certo que em pequena sempre fui uma Maria Rapaz, bonecas não era comigo, o ar livre, subir às árvores e caçar pardais com uma fisga eram mais a minha onda, mas nada me prepararia para o arsenal de carros, carrinhos, camiões, escavadoras e helicópteros que habita dentro desta casa, assim como a coleção de dinossauros e super-heróis… Sinto por vezes que os brinquedos se reproduzem durante a noite… afinal só pode ser… ou isso ou a minha casa encolhe um pouco todas as noites…

Ser mãe de menino é vestir a personagem todos os dias de monstrinha, de power ranger cor-de-rosa ou de Hulk em versão feminina [blerq…], é correr atrás deles pela casa imitando sons ferozes ou poderes ilimitados, com sabres de luz ou espadas de piratas, tanto faz, o resultado é sempre o mesmo, alguém acaba no chão a ser trucidado pelo monstro das cócegas…

É ter a resposta a todos os porquês, é ter o abraço na hora certa e o colo sempre disponível… É ficar louca com a desarrumação e o barulho… e sentir a falta de tudo isso quando eles não estão… no fundo… ser mãe é ser bipolar… e eu sou decerto.

Além de todas as brincadeiras ser mãe de menino é ter o poder da cura de um dói-dói apenas com um simples beijo, é ter sempre aquele tempo extra para mais uma história, ainda que mais pequena porque o relógio teima em correr e o tempo é curto para dormir, é pisar aquele brinquedo no escuro e gritar em silêncio para não os acordar, é ficar a observá-los no sono, porque não se consegue acreditar como aquelas criaturas a dormir parecem anjos… é sofrer por antecipação tudo o que achamos que os vai magoar e torcer para que a vida lhes seja meiga…

Por ultimo, a melhor parte… ser mãe de menino é ser tratada como uma princesa, é ouvir o quanto somos amadas a todo o momento, é sentir em cada abraço, cada beijo na pele  um sentimento tão grande, que nos faz sentir pequeninas de tão imenso que é, é perceber que na vida deles nós representamos TANTO e torcer para estarmos à altura das suas espetativas…

Assim, resta-nos retribuir… dar colo sempre porque sim, porque as costas são minhas e ninguém tem nada a ver com isso, é demonstrar o quanto os amamos, dedicando-lhes TEMPO, é abraçar e beijar muito, porque a infância dura tão pouco e logo logo eles vão deixar de querer pelo menos tão intensamente… é tornarmo-nos crianças com eles, para que as brincadeiras façam sentido, é explorar a imaginação deles e preservar a inocência até não poder mais, simplesmente porque eles merecem e o mundo deveria ser menos cinzento…


É aceitá-los como são, com as suas personalidades e estados de espírito, compreendê-los acima de tudo e respeitá-los enquanto crianças, indivíduos e parte de nós… <3

terça-feira, 23 de junho de 2015

Reflexões de mãe...

 Em pequena lembro-me que passava grande parte do meu dia a brincar na rua, praticamente ia a casa para comer, dormir e pouco mais. Brincava-se às escondidas, ao lencinho, ao garrafão, ao berlinde… ao que fosse… Pouco era o tempo dedicado a ficar em frente à TV, excepto claro quando chovia, ou quando estava doente.

Recordo-me de algumas séries que via na altura, que simplesmente adorava, como o Tom Sawyer ou a Heidi, ou ainda a Ana dos cabelos ruivos por exemplo, que tantas vezes me fizeram rir perdidamente ou chorar copiosamente.

Hoje sou mãe…. Como tal, dou por mim a olhar atentamente para tudo o que a eles diz respeito, o que inclui (vezes demais do que eu gostaria…) a TV. Sinto-me muitas vezes perdida com o que devo ou não deixar ver, já que hoje em dia a oferta é bastante… e do mau ao menos mau, há toda uma panóplia à escolha…


A Heidi é órfã. Vive com o avô até certa altura em que é obrigada a ir viver para a casa onde a tia trabalha, onde mora uma menina paraplégica cuja mãe também já morreu... (What?! Really?!) Dou por mim a querer desligar a TV e a achar que tudo isto é muito violento aos olhos de uma criança de 5 anos… (e de facto é.) Observo-o com os olhos brilhantes sem perceber porque raios a menina tem que largar o avô, as cabras e o Pedro e ir morar para uma casa onde não conhece ninguém com uma governanta que “é má como as cobras”… e o facto é que eu também não percebo… e fico muitas vezes sem palavras para lhe poder explicar o porquê…

Quando fez 4 anos, a madrinha dele enviou a coleção do Tom Sawyer. Coloquei o DVD e fui à cozinha fazer as pipocas… quando cheguei vi-o a tapar os olhos (deixando aquele dedinho maroto aberto para ir vendo aos bocadinhos)… olhei para o écran e vejo o Tom a ser sovado pelo professor da escola, com reguadas no rabo… seguidas de um Tom a saltar pela janela da escola... (hein?!) Claro está que a colecção foi escondida de imediato… Não me lembrava disto ser assim… (Glup…)

E agora?

O que é melhor?

Desenhos animados com violência emocional, ou com violência física? Homem Aranha ou Heidi? Pokemon ou Tom Saywer? Sim, é verdade que há mais escolha, sim, também é verdade que poucos são os que não têm nada disso… ou podemos simplesmente desligar a TV e brincar em família… (soa-me tão bem…) mas podemos alheá-los do mundo? Não estaremos a passar a mensagem de que não devemos lidar com as emoções? Nós tivemos que lidar com elas… não tínhamos grande escolha… o meu instinto diz-me que devo protege-los, mas… e se os tornarmos super-protegidos? Vão ser adultos alguma vez? Saberão lidar com as suas emoções, com os seus conflitos e frustrações? E mais… conseguirão lidar com os seus pares que não tiveram limites ou super-protecções?

Ahhh… por agora contento-me com o dia da NÃO TV semanal que acordámos…  e vamos vendo… a refletir!


domingo, 24 de maio de 2015

2 anos de nós 4!!!

Chegaste carregado de emoções, numa montanha russa que desde há dois anos não pára de rodar a uma velocidade estonteante... Pequenino Gui... "Para a lua apanhares... Só vais ter que sonhar... " e tu que dentro dos teus olhos carregas tantos vais agarrá-la logo logo...

Amor meu, pequeno príncipe... Ocupaste o teu lugar no meu coração e na nossa vida, foi tão fácil...

Menino terno, menino meigo, e ao mesmo tempo menino do mundo, independente, explorador, queres fazer tudo sozinho, tanto que por vezes me esqueço que és apenas um bebé, o meu menino, que ainda precisa de colo e de embalo... Ao mesmo tempo desafiador, não páras um segundo e queres atenção todo o tempo, é esgotante e viciante ao mesmo tempo...

Adoro aquele brilho no olhar sempre que aprendes algo novo, menino dado, entregas-te a qualquer um sem reservas e deixas que te levem a qualquer lugar, numa ânsia de aprender, conhecer, viver...

Meu menino, meu Gui, quero dar-te todos os sonhos, agarrar-te as estrelas e dar-te todas elas, levar-te a conhecer o mundo... Adoro-te... Cada dia sempre mais que o último...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

5 anos!

Aconchego-te as mantas, beijo-te, sinto-te o cheiro… Dorme com os anjinhos amor, sonhos felizes… amo-te… respondes-me sempre: “Sonhos felizes mamã… adoro-te…” E adormeces. E eu… olho as paredes do quarto que já parece tão infantil ao teu tamanho e não consigo dormir. 5 anos... 5 anos… digo a mim mesma… parece que foi ontem que te vi pela primeira vez, parece que foi ontem que te dei colo pela primeira vez… 5 anos, meu amor… passaram sem que eu desse conta…

Tu, pequeno príncipe, que do alto dos teus 5 anos serás sempre o meu bebé, não passa um dia em que não busques o meu colo, o meu aconchego, o meu abraço… Não passa um dia sem que me digas que me adoras, que gostas de mim. Não passa um dia sem que demonstres o quanto sou importante para ti. És uma declaração de amor constante e persistente, que me emociona todos os dias…

Adoro ouvir-te… ouvir-te apenas… escutar. O tom da tua voz, a ansia com que queres aprender tudo o que está à tua volta que te faz falar tudo de uma vez só… perguntar… perguntar de novo, perceber com detalhe tudo o que não entendes ainda… [sorrio para mim]… eu também sou assim, há em ti muito de mim, reconheço-me muitas vezes em ti e aprendo muito contigo, todos os dias mais um pouco e sei que ainda me vais ensinar tanto!

Tens uma personalidade forte, nada fácil, há dias em que é-me difícil ser tua mãe, só queria dar-te colo, abraçar-te, dizer-te que sim a tudo, proteger-te sempre, mas nem sempre isso é possível… vais ter que crescer neste mundo que não é fácil, aprender a gerir as frustrações e saber ouvir um não faz parte, e estarei cá sempre para o fazer ainda que me doa a alma sempre que o faço… sei contudo, que te estou a preparar para a vida e a dar-te ferramentas para que lutes contra todos os nãos que receberes na vida e os fintes sempre em busca do teu objetivo final… estarei cá para te incentivar até que as tuas asas voem sozinhas e estarei cá, para te dar colo em todas as quedas… estarei cá.

Amo-te, cada dia mais que o último…

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

18 meses.. de nós 4 :)

18 meses passaram, desde que um pequeno furacão entrou nas nossas vidas… a vida nunca mais foi a mesma… Lembro-me de ter sentido tanto receio quando te soube a caminho, nunca duvidei do amor que te teria, mas tive medo, muito medo, de não conseguir ter o mesmo tempo para os dois, de magoar o Biel, até ao momento o nosso bebé, com todo o mimo, filho único, com todo o tempo para ele… Enquanto as outras grávidas que conhecia temiam o parto e outras tantas coisas que me pareciam sempre tão distantes e tão “pequenas”, perto da minha angústia em ficar dias no hospital longe do meu menino mais velho, perto do meu receio com o primeiro encontro deles…

Hoje tudo isso me parece pequeno, perto das dores do parto… [ah ah…]

Sinto que tenho muita sorte em ter os meus dois meninos, o meu menino doce como o mel e o meu furacão de chocolate. A minha vida ficou tão melhor, tão mais feliz, nunca o imaginei, nunca almejei tanto…

Meu pequeno príncipe, trazes-nos a cada dia mais motivos para sorrir, é delicioso ver como te entrosaste bem com o mano e nas nossas vidas, como todos os dias conquistas mais um pouco de espaço para ti, é maravilhoso ver-vos juntos, observar a mudança na dinâmica que tínhamos, tão calmamente, tão tranquilamente, como se sempre tivesse sido assim… olhar a cumplicidade que se instala, o instinto de proteção que vos une, o carinho do olhar, os beijos de despedida pela manhã, o sorriso de descoberta quando se reencontram, é um privilégio testemunhar todos os dias esta montanha russa de sentimentos e emoções…

Sim, montanha russa, porque nem sempre é bom, claro, faz parte…

Dias há em que apetece explodir, desaparecer, em que os gritos nos ensurdecem, em que os 2 querem o mesmo brinquedo, à mesma hora só porque sim… entre tantas outras que podia ficar a descrever por aqui... mas prefiro ver o melhor… e o melhor está nos abraços, nos olhares, nos sorrisos, nas descobertas, nas brincadeiras, nas danças e nas cantigas, nos beijos e nos colos, e é tão bom...

Passaram 18 meses a voar, 18 meses de muitas risadas, de muito colo, de muitos sons e algumas palavras, de muito dentes e comida aos montes, de asneiras e brincadeiras, de birras e de mimos, de aventuras e muito embalo, sim… podia ficar aqui a dizer o que fazes e o que não fazes, mas não seria eu… porque tudo isto não se mede, não se calcula, apenas sente-se e eu sinto que antes de chegares já pertencias a esta família… obrigado apenas por estares connosco, por nos dares o privilégio de viver contigo, pequeno príncipe…

Amo-te muito, pequeno Gui. <3 18 meses passaram, desde que um pequeno furacão entrou nas nossas vidas… a vida nunca mais foi a mesma… Lembro-me de ter sentido tanto receio quando te soube a caminho, nunca duvidei do amor que te teria, mas tive medo, muito medo, de não conseguir ter o mesmo tempo para os dois, de magoar o Biel, até ao momento o nosso bebé, com todo o mimo, filho único, com todo o tempo para ele… Enquanto as outras grávidas que conhecia temiam o parto e outras tantas coisas que me pareciam sempre tão distantes e tão “pequenas”, perto da minha angústia em ficar dias no hospital longe do meu menino mais velho, perto do meu receio com o primeiro encontro deles…

Hoje tudo isso me parece pequeno, perto das dores do parto… [ah ah…]

Sinto que tenho muita sorte em ter os meus dois meninos, o meu menino doce como o mel e o meu furacão de chocolate. A minha vida ficou tão melhor, tão mais feliz, nunca o imaginei, nunca almejei tanto…

Meu pequeno príncipe, trazes-nos a cada dia mais motivos para sorrir, é delicioso ver como te entrosaste bem com o mano e nas nossas vidas, como todos os dias conquistas mais um pouco de espaço para ti, é maravilhoso ver-vos juntos, observar a mudança na dinâmica que tínhamos, tão calmamente, tão tranquilamente, como se sempre tivesse sido assim… olhar a cumplicidade que se instala, o instinto de proteção que vos une, o carinho do olhar, os beijos de despedida pela manhã, o sorriso de descoberta quando se reencontram, é um privilégio testemunhar todos os dias esta montanha russa de sentimentos e emoções…

Sim, montanha russa, porque nem sempre é bom, claro, faz parte…

Dias há em que apetece explodir, desaparecer, em que os gritos nos ensurdecem, em que os 2 querem o mesmo brinquedo, à mesma hora só porque sim… entre tantas outras que podia ficar a descrever por aqui... mas prefiro ver o melhor… e o melhor está nos abraços, nos olhares, nos sorrisos, nas descobertas, nas brincadeiras, nas danças e nas cantigas, nos beijos e nos colos, e é tão bom...

Passaram 18 meses a voar, 18 meses de muitas risadas, de muito colo, de muitos sons e algumas palavras, de muito dentes e comida aos montes, de asneiras e brincadeiras, de birras e de mimos, de aventuras e muito embalo, sim… podia ficar aqui a dizer o que fazes e o que não fazes, mas não seria eu… porque tudo isto não se mede, não se calcula, apenas sente-se e eu sinto que antes de chegares já pertencias a esta família… obrigado apenas por estares connosco, por nos dares o privilégio de viver contigo, pequeno príncipe…

Amo-te muito, pequeno Gui. <3

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Birras!

Sonhei tanto ser mãe... Imaginei cada momento de uma gravidez, de um parto... o chegar a casa, entrar no quartinho forrado a azul, com o cheirinho a bebé impregnado em mim, nas paredes, na cama, no ar...
Acreditei sempre, em cada momento, que seria a melhor mãe do mundo, ia pelo menos tentar sê-lo todos os dias... li e reli cada livro, cada revista, daquelas onde nos ensinam a ser pais, onde pedo-psiquiatras entendidos colocam o que acham comum a todas as idades. Sentia-me grata por haver tanta informação, que isto de ser pais longe da família tem muito que se lhe diga e "aquilo" dava-me uma maior segurança...
Hoje em dia, grande parte desses livros, dessas revistas, parecem-me cada vez mais fábulas encantadas, com fins mágicos ( e surreais), em que tudo acaba sempre bem, todos os meninos são "bem comportados" ou ficam, depois de ir ao castigo (1 minuto por cada ano de existência..não mais!)... portanto uma fórmula igual para todos, como se fossem robots sem vida própria...
Hoje, cada vez mais, apercebo-me que "comportamento" depende muito do ADN que está dentro deles (Sim, eu também não fui uma santa, mas papá...!!!)... digo-o com conhecimento de causa, depois de cerca de um ano e meio de BIRRAS quase diárias, sim... BIRRAS em Caps Lock, porque não são meros choros, contrariedades ou frustrações mal resolvidas... são GRITOS que fazem com que os nossos tímpanos batam palmas de felicidade por terem ficado surdos, são demonstrações de sabedoria que por vezes já chegaram a demorar uns bons 40 minutos, em que não há colo, mimo ou conversa,castigo ou punição (que palavra horrível!) que nos valha... Sim, desde que entrámos nos 3, descobrimos que não há ninguém que nos valha a não ser nós mesmos.... ah! e esperar que seja uma fase (Sim, já nos enganaram com essa dos 3...ainda esperei que quando ele soprasse a vela daquele bolo do Jake e os Piratas passasse...mas... NOP... SURPRESA!!! Não é assim!!!)... Cheguei à altura de fazer as minhas próprias conclusões a esta altura do campeonato (que ainda nos falta um longo caminho, eu sei...):

1º - Há pedo-psiquiatras para todos os gostos e para todos os PAIS (Alguns acertam em algumas coisas, mas falham em tantas outras)
2º - As birras tendem a piorar a cada ano que passa (sim, é verdade);
3º - Ignorar só funciona para alguns (Isso é que era bom!)
4º - Depois de uma birra, há um momento de calma, em que por vezes consegues conversar e perceber o porquê dela...
5º - Não se conseguem evitar, porque raramente se percebem (pelo menos no caso dos meus...)

O truque é respirar (Inspirar... ... expirar). Contar até 3. (Inspirar... .... ... expirar...) Contar até 10. Depois ir lá. Abraçar. Deixar chorar. Perceber o momento certo. Pode demorar. PODE DEMORAR MESMO.. Questionar. Abraçar. Um dia vai acabar por passar...
Aqui por casa por vezes funciona... temos dias... se era esta a maternidade com que sonhava? Não de todo... Mas que é um desafio maior que o que imaginava... Sem dúvida... e eu...bem, sempre adorei desafios...
Ao mesmo tempo... tenho tanta sorte... tenho dois meninos lindos e meigos, carinhosos... se não tivessem a outra parte... não teria o mesmo sabor...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Maternidade...

Descobri que o colo não tem idade, que não tem tamanho e que acolhe em simultâneo mais que um filho.
Descobri que os beijos deles são a cura para os meus males e os momentos mais felizes do meu dia.
Aprendi que fazer puzzles no chão pode ser muito divertido, tudo no chão pode ser mais divertido...
Descobri que mimo não existe em demasia, não se é mimado, é-se amado... se se ama mima-se. ponto.
Descobri, que o tempo passa mais depressa desde que eles nascem, os momentos que estou com eles voam...
Aprendi que nem tudo tem solução, nem tudo dá para mudar e muitas coisas temos que aceitar como são.
Descobri que o som mais lindo do mundo é o som das gargalhadas deles, ou ouvi-los chamar mamã...
Descobri que por mais cansada que esteja, quando não estão ou já dormem... a casa fica tão vazia...
Aprendi que nada mais importa, desde que eles estejam bem e felizes...
Descobri que mesmo naqueles dias em que só apetece colocar a cabeça debaixo da almofada, um sorriso deles muda tudo.
Descobri que os meus braços são grandes o suficiente para abraçar os dois ao mesmo tempo...
Aprendi que dançar na rua não é fazer figurinhas, é ser feliz e não se importar com mais nada.
Descobri que chegar a casa é o momento mais feliz do meu dia, nada o supera.
Descobri que andar na rua e pisar poças pode ser mais divertido que ficar no sofá a ver um bom filme...
Aprendi todas as músicas de ninar possíveis e imaginárias para lhes cantar, e ficam na minha cabeça todo o dia...
Descobri que é divertido saltar num insuflável e que um mero peluche pode ser mais que um simples peluche, mas um amigo...
Descobri que o amor entre irmãos nasce no primeiro momento em que se olham, por mais brigas que aconteçam nunca mudará...
Aprendi que vale tudo por um filho, não se desiste de um filho...
Descobri que sou muito mais feliz desde que sou mãe. ponto.