segunda-feira, 24 de novembro de 2014
18 meses.. de nós 4 :)
18 meses passaram, desde que um pequeno furacão entrou nas nossas vidas… a vida nunca mais foi a mesma… Lembro-me de ter sentido tanto receio quando te soube a caminho, nunca duvidei do amor que te teria, mas tive medo, muito medo, de não conseguir ter o mesmo tempo para os dois, de magoar o Biel, até ao momento o nosso bebé, com todo o mimo, filho único, com todo o tempo para ele… Enquanto as outras grávidas que conhecia temiam o parto e outras tantas coisas que me pareciam sempre tão distantes e tão “pequenas”, perto da minha angústia em ficar dias no hospital longe do meu menino mais velho, perto do meu receio com o primeiro encontro deles…
Hoje tudo isso me parece pequeno, perto das dores do parto… [ah ah…]
Sinto que tenho muita sorte em ter os meus dois meninos, o meu menino doce como o mel e o meu furacão de chocolate. A minha vida ficou tão melhor, tão mais feliz, nunca o imaginei, nunca almejei tanto…
Meu pequeno príncipe, trazes-nos a cada dia mais motivos para sorrir, é delicioso ver como te entrosaste bem com o mano e nas nossas vidas, como todos os dias conquistas mais um pouco de espaço para ti, é maravilhoso ver-vos juntos, observar a mudança na dinâmica que tínhamos, tão calmamente, tão tranquilamente, como se sempre tivesse sido assim… olhar a cumplicidade que se instala, o instinto de proteção que vos une, o carinho do olhar, os beijos de despedida pela manhã, o sorriso de descoberta quando se reencontram, é um privilégio testemunhar todos os dias esta montanha russa de sentimentos e emoções…
Sim, montanha russa, porque nem sempre é bom, claro, faz parte…
Dias há em que apetece explodir, desaparecer, em que os gritos nos ensurdecem, em que os 2 querem o mesmo brinquedo, à mesma hora só porque sim… entre tantas outras que podia ficar a descrever por aqui... mas prefiro ver o melhor… e o melhor está nos abraços, nos olhares, nos sorrisos, nas descobertas, nas brincadeiras, nas danças e nas cantigas, nos beijos e nos colos, e é tão bom...
Passaram 18 meses a voar, 18 meses de muitas risadas, de muito colo, de muitos sons e algumas palavras, de muito dentes e comida aos montes, de asneiras e brincadeiras, de birras e de mimos, de aventuras e muito embalo, sim… podia ficar aqui a dizer o que fazes e o que não fazes, mas não seria eu… porque tudo isto não se mede, não se calcula, apenas sente-se e eu sinto que antes de chegares já pertencias a esta família… obrigado apenas por estares connosco, por nos dares o privilégio de viver contigo, pequeno príncipe…
Amo-te muito, pequeno Gui. <3 18 meses passaram, desde que um pequeno furacão entrou nas nossas vidas… a vida nunca mais foi a mesma… Lembro-me de ter sentido tanto receio quando te soube a caminho, nunca duvidei do amor que te teria, mas tive medo, muito medo, de não conseguir ter o mesmo tempo para os dois, de magoar o Biel, até ao momento o nosso bebé, com todo o mimo, filho único, com todo o tempo para ele… Enquanto as outras grávidas que conhecia temiam o parto e outras tantas coisas que me pareciam sempre tão distantes e tão “pequenas”, perto da minha angústia em ficar dias no hospital longe do meu menino mais velho, perto do meu receio com o primeiro encontro deles…
Hoje tudo isso me parece pequeno, perto das dores do parto… [ah ah…]
Sinto que tenho muita sorte em ter os meus dois meninos, o meu menino doce como o mel e o meu furacão de chocolate. A minha vida ficou tão melhor, tão mais feliz, nunca o imaginei, nunca almejei tanto…
Meu pequeno príncipe, trazes-nos a cada dia mais motivos para sorrir, é delicioso ver como te entrosaste bem com o mano e nas nossas vidas, como todos os dias conquistas mais um pouco de espaço para ti, é maravilhoso ver-vos juntos, observar a mudança na dinâmica que tínhamos, tão calmamente, tão tranquilamente, como se sempre tivesse sido assim… olhar a cumplicidade que se instala, o instinto de proteção que vos une, o carinho do olhar, os beijos de despedida pela manhã, o sorriso de descoberta quando se reencontram, é um privilégio testemunhar todos os dias esta montanha russa de sentimentos e emoções…
Sim, montanha russa, porque nem sempre é bom, claro, faz parte…
Dias há em que apetece explodir, desaparecer, em que os gritos nos ensurdecem, em que os 2 querem o mesmo brinquedo, à mesma hora só porque sim… entre tantas outras que podia ficar a descrever por aqui... mas prefiro ver o melhor… e o melhor está nos abraços, nos olhares, nos sorrisos, nas descobertas, nas brincadeiras, nas danças e nas cantigas, nos beijos e nos colos, e é tão bom...
Passaram 18 meses a voar, 18 meses de muitas risadas, de muito colo, de muitos sons e algumas palavras, de muito dentes e comida aos montes, de asneiras e brincadeiras, de birras e de mimos, de aventuras e muito embalo, sim… podia ficar aqui a dizer o que fazes e o que não fazes, mas não seria eu… porque tudo isto não se mede, não se calcula, apenas sente-se e eu sinto que antes de chegares já pertencias a esta família… obrigado apenas por estares connosco, por nos dares o privilégio de viver contigo, pequeno príncipe…
Amo-te muito, pequeno Gui. <3
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Birras!
Sonhei tanto ser mãe... Imaginei cada momento de uma gravidez, de um parto... o chegar a casa, entrar no quartinho forrado a azul, com o cheirinho a bebé impregnado em mim, nas paredes, na cama, no ar...
Acreditei sempre, em cada momento, que seria a melhor mãe do mundo, ia pelo menos tentar sê-lo todos os dias... li e reli cada livro, cada revista, daquelas onde nos ensinam a ser pais, onde pedo-psiquiatras entendidos colocam o que acham comum a todas as idades. Sentia-me grata por haver tanta informação, que isto de ser pais longe da família tem muito que se lhe diga e "aquilo" dava-me uma maior segurança...
Hoje em dia, grande parte desses livros, dessas revistas, parecem-me cada vez mais fábulas encantadas, com fins mágicos ( e surreais), em que tudo acaba sempre bem, todos os meninos são "bem comportados" ou ficam, depois de ir ao castigo (1 minuto por cada ano de existência..não mais!)... portanto uma fórmula igual para todos, como se fossem robots sem vida própria...
Hoje, cada vez mais, apercebo-me que "comportamento" depende muito do ADN que está dentro deles (Sim, eu também não fui uma santa, mas papá...!!!)... digo-o com conhecimento de causa, depois de cerca de um ano e meio de BIRRAS quase diárias, sim... BIRRAS em Caps Lock, porque não são meros choros, contrariedades ou frustrações mal resolvidas... são GRITOS que fazem com que os nossos tímpanos batam palmas de felicidade por terem ficado surdos, são demonstrações de sabedoria que por vezes já chegaram a demorar uns bons 40 minutos, em que não há colo, mimo ou conversa,castigo ou punição (que palavra horrível!) que nos valha...
Sim, desde que entrámos nos 3, descobrimos que não há ninguém que nos valha a não ser nós mesmos.... ah! e esperar que seja uma fase (Sim, já nos enganaram com essa dos 3...ainda esperei que quando ele soprasse a vela daquele bolo do Jake e os Piratas passasse...mas... NOP... SURPRESA!!! Não é assim!!!)...
Cheguei à altura de fazer as minhas próprias conclusões a esta altura do campeonato (que ainda nos falta um longo caminho, eu sei...):
1º - Há pedo-psiquiatras para todos os gostos e para todos os PAIS (Alguns acertam em algumas coisas, mas falham em tantas outras)
2º - As birras tendem a piorar a cada ano que passa (sim, é verdade);
3º - Ignorar só funciona para alguns (Isso é que era bom!)
4º - Depois de uma birra, há um momento de calma, em que por vezes consegues conversar e perceber o porquê dela...
5º - Não se conseguem evitar, porque raramente se percebem (pelo menos no caso dos meus...)
O truque é respirar (Inspirar... ... expirar). Contar até 3. (Inspirar... .... ... expirar...) Contar até 10. Depois ir lá. Abraçar. Deixar chorar. Perceber o momento certo. Pode demorar. PODE DEMORAR MESMO.. Questionar. Abraçar. Um dia vai acabar por passar...
Aqui por casa por vezes funciona... temos dias... se era esta a maternidade com que sonhava? Não de todo... Mas que é um desafio maior que o que imaginava... Sem dúvida... e eu...bem, sempre adorei desafios...
Ao mesmo tempo... tenho tanta sorte... tenho dois meninos lindos e meigos, carinhosos... se não tivessem a outra parte... não teria o mesmo sabor...
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Maternidade...
Descobri que o colo não tem idade, que não tem tamanho e que acolhe em simultâneo mais que um filho.
Descobri que os beijos deles são a cura para os meus males e os momentos mais felizes do meu dia.
Aprendi que fazer puzzles no chão pode ser muito divertido, tudo no chão pode ser mais divertido...
Descobri que mimo não existe em demasia, não se é mimado, é-se amado... se se ama mima-se. ponto.
Descobri, que o tempo passa mais depressa desde que eles nascem, os momentos que estou com eles voam...
Aprendi que nem tudo tem solução, nem tudo dá para mudar e muitas coisas temos que aceitar como são.
Descobri que o som mais lindo do mundo é o som das gargalhadas deles, ou ouvi-los chamar mamã...
Descobri que por mais cansada que esteja, quando não estão ou já dormem... a casa fica tão vazia...
Aprendi que nada mais importa, desde que eles estejam bem e felizes...
Descobri que mesmo naqueles dias em que só apetece colocar a cabeça debaixo da almofada, um sorriso deles muda tudo.
Descobri que os meus braços são grandes o suficiente para abraçar os dois ao mesmo tempo...
Aprendi que dançar na rua não é fazer figurinhas, é ser feliz e não se importar com mais nada.
Descobri que chegar a casa é o momento mais feliz do meu dia, nada o supera.
Descobri que andar na rua e pisar poças pode ser mais divertido que ficar no sofá a ver um bom filme...
Aprendi todas as músicas de ninar possíveis e imaginárias para lhes cantar, e ficam na minha cabeça todo o dia...
Descobri que é divertido saltar num insuflável e que um mero peluche pode ser mais que um simples peluche, mas um amigo...
Descobri que o amor entre irmãos nasce no primeiro momento em que se olham, por mais brigas que aconteçam nunca mudará...
Aprendi que vale tudo por um filho, não se desiste de um filho...
Descobri que sou muito mais feliz desde que sou mãe. ponto.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Tatuagem
Há 5 anos atrás escrevia este texto num cantinho que alimentava quase diariamente...uma cantinho que visito sempre que preciso renovar a esperança ou relembrar apenas...
Várias vezes pensei em desistir, em parar de sonhar, a vida tantas vezes foi injusta para nós...
Percebi que para te ter, jamais podia desistir, lutei com quantas forças tinha, a infertilidade não é uma doença fácil, e tantas há que sofrem bem mais que eu, que esperam anos pelo seu milagre, sem garantias...
Ter-te dentro de mim é uma conquista, mas não é fácil, continua a não ser fácil... os medos são tantos que não me deixam viver uma gravidez plena, é o medo da próxima consulta, de na eco não estar tudo bem, de o médico me acabar com o sonho... enfim, medo de tudo... sei que estamos ainda no começo, mas deixa-te ficar comigo por favor, meu pequeno Raio de Sol...já te amo tanto...
5 anos depois, não tenho um, tenho 2 presentes que a vida me deu, agradeço todos os dias por esta dádiva... A Infertilidade ficou em mim qual tatuagem, marcada para sempre, ainda dói, sempre que algo me faz lembrar, sempre que vejo alguém passar pelo mesmo, é uma ferida aberta que não sei se algum dia fechará... no entanto, hoje sinto e sei que esta tinha que ser a minha história, a NOSSA história, o nosso caminho... Hoje sei que estes tinham que ser os nossos filhos, estes e nenhuns mais, e tudo se encaixou por fim...
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Tempo para nós...
Existe um mundo. Um só. Mas existem várias formas de ver o mundo, de o explorar ou de passar por ele apenas… Eu… tenho dias. Tenho dias felizes, menos felizes, mas em todos eles há sempre um momento, aquele momento, que faz girar o mundo, em que sentes mesmo a terra a girar, onde guardas algo para ficar em ti para sempre ou mudas uma forma de pensar, de estar, onde conheces alguém que muda o brilho dos teus olhos ou tens uma conversa que recordarás para sempre… enfim… cada minuto pode significar tanto ou tão pouco… depende de nós…
Eu escolhi ser mãe. Escolhi ser mãe ainda antes de conhecer o pai dos meus filhos. Já sabia que esse seria o meu caminho. Não podia ter escolhido melhor… encontrei um companheiro... fizemos um longo caminho, com muitas batalhas pelo meio, vencemos todas…
Hoje, temos 2 filhos, nossos, tão NOSSOS… a vida gira em torno deles, cada minuto, sem descanso… o relógio vai rodando os ponteiros que giram cada vez mais depressa… depressa demais… perco-me no embalo dos seus sonhos, nas músicas de ninar, nos abraços apertados com cheirinho doce, nos sorrisos e gargalhadas contagiantes, nas birras exaustivas que nos tiram do sério e que normalmente terminam num abraço apertado entre soluços…
E porque escolhi ser mãe, apercebo-me que cada vez mais lhes dedico menos tempo... esta vida que corre a um ritmo alucinante, esta montanha russa de horários, escolas, almoços, jantares, banhos e tantas outras coisas, rouba-nos o TEMPO, aquele tempo de qualidade, em que brincas sem TEMPO, em que te dedicas completamente a tudo o que a eles diz respeito... e onde se aprende tanto...
Hoje de tarde, porque a escola fechou, pude aproveitar o meu menino grande... Entre o pedir o almoço, almoçarmos e passearmos um pouco perdi a conta às vezes que me disse: "Gosto de ti mamã!" Cada vez que ele o dizia, o meu coração encolhia-se num espasmo... Sim, sei que desde que o mano nasceu o tempo para estarmos só nós dois tem sido curto... o trabalho rouba-me tanto da paciência que deveria ter para eles e impossibilita-me mesmo de os acompanhar como queria, como tanto sonhei... senti-me triste... Dos melhores anos da vida dos meus filhos eu perco tanto...
Planos de mudança, sonhos de vida entram-me na mente em segundos, quero mudar, preciso mudar, numa urgência que a razão não permite, sinto-me atada de mãos e pés, mergulhada num mar de sonhos a aguardar que a maré me leve a bom porto...
Preciso mais, preciso tempo para olhar as borboletas no jardim, para cheirar a rosa do terraço, para ouvir a música das estátuas da avenida, para rolar no chão atrás deles, para ler e reler as histórias que aqueles olhos brilhantes me pedem, para ouvir vezes sem contas as gargalhadas que ecoam nos meus ouvidos até quando não estou com eles, preciso de TEMPO... tempo para ser a MÃE que tanto sonhei ser um dia, e poder retorquir-lhe que o amo sem sentir aquele amargo da culpa na boca...
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